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desafioecologico

“Quando o último rio secar, a última árvore for cortada e o último peixe pescado, eles vão entender que o dinheiro não se come”. Chefe Índio - Seattle - 1855

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“Quando o último rio secar, a última árvore for cortada e o último peixe pescado, eles vão entender que o dinheiro não se come”. Chefe Índio - Seattle - 1855

17 Ago, 2023

A sociedade moderna

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A sociedade moderna está a destruir a uma velocidade assombrosa o mundo natural do qual depende a sobrevivência humana. Em toda a parte do planeta lavra a mesma destruição. As florestas são abatidas, os pântanos drenados, os bancos de coral arrancados, as terras agrícolas erodidas, salinizadas, desertificadas, cobertas de betão, e até o espaço já está poluído com restos de milhares de satélites desactivados. A poluição generalizou-se - fontes, rios, estuários, mares e oceanos, o ar que respiramos, os alimentos que comemos, nada é poupado. Quase todas as criaturas da Terra apresentam hoje nos seus tecidos marcas de produtos químicos, bom número dos quais suspeitos ou comprovadamente cancerígenos. As nossas actividades provocam a extinção anual de dezenas de milhares de espécies, algumas delas nem sequer são cientificamente conhecidas. O clima altera-se, a camada de ozono ( que protege os seres vivos das radiações) diminui, a tal ponto( que se não fizermos um grande esforço para modificar a forma como olhamos para a natureza) que dentro de alguns anos, viveremos em condições climáticas desconhecidas.

Créditos - inspirado em Édoward Goldsmith

A identidade ecológica de cada um começa em três questões básicas; o que sei eu do lugar onde vivo? Como é que me ligo à Terra? Qual é o meu objectivo como ser humano? Estas questões refletem o sentido de lugar, porque a identidade ecológica situa-se na escola, no lar, na comunidade e no local de trabalho.

 

No ambiente ecológico tudo está ligado. A ecologia contém em si vários ramos. São eles, a biodiversidade, biosfera, (conjunto de todos os ecossistemas da Terra), habitat,modificação global,poluição, extinção, etc. Depois temos um outro conjunto de palavras, são elas, a conservação, sustentabilidade, ecologia que também inclui movimentos ou pessoas individuais que se dedicam à luta pela conservação do ambiente, e que nos tocam pelo seu exemplo, tais como Greenpeace, Greta Thunberg, ou como o já falecido Jacques-Yves Cousteau e também a mulher que salvou da extinção os gorilas do Ruanda, Dian Fossey, etc. Há ainda um terceiro grupo de palavras que nos deixam uma impressão simbólica que são as catástrofes ambientais só para dar dois exemplos, Chernobyl e Exxon Valdez. Todas estas palavras, acontecimentos e activistas fazem parte do todo que é a ecologia. Entendê-las e assimilá-las é parte da identidade ecológica de cada um.

Créditos, inspirado em Mitchell Thomashow doutourado em educação ambiental pela Universidade de Massachussets, EUA.

15 Ago, 2023

A voz da natureza.

Muitas pessoas ouvem uma voz interior que as obriga a desenvolver a sua relação com o mundo natural. Quer seja a alegria e a inspiração que faz parte da experiência de andar com uma mochila às costas, quer seja o sentido de perda e desespero em relação a um habitat em vias de extinção, são experiências comuns que não só motivam as pessoas a tomar medidas no que diz respeito às questões ambientais e muitas vezes, a optar por profissões ligadas ao ambiente, mas, que também as obriga a ponderarem sobre os alicerces morais das suas decisões no dia-a-dia. Estas experiências com a natureza  transformam-se numa base para a fusão do secular e do sagrado, utilizando as metáforas da ecologia e do ambiente. Este é o ponto de partida comum, o local onde convergem muitos caminhos. Percorrê-lo implica um processo  de procura, em busca da recuperação e reivindicação da importância da natureza para o desenvolvimento pessoal. De modo que as pessoas comecem a considerar a maneira como se enquadram as acções, os valores e ideais de acordo com as suas perspectivas da  natureza. A identidade ecológica refere a maneira como as pessoas se vêem a si próprias e como se identificam relativamente  à natureza.

Créditos -inspirado em Mitchell Thomashow in a Identidade Ecológica

A mudança para um pensamento ecológico implica uma alteração das raízes éticas e espirituais dos problemas ambientais, que nos convidam a encontrar soluções não só na técnica mas também numa mudança do ser humano, e na mudança do paradigma social e económico em que vivemos; caso contrário, estaríamos a enfrentar apenas os sintomas. Temos que abandonar a mentalidade consumista e  passar ao sacrifício da avidez. Do desperdício à generosidade e à capacidade de partilha, numa ascese que "significa aprender a dar, e não simplesmente renunciar". É um modo  de passar pouco a pouco do que eu quero àquilo de que o mundo  precisa para não ser destruído. É libertação do medo, da avidez, da dependência. Temos que aprender a aceitar o mundo  como forma de partilhar com o próximo numa escala global. Isto é, perceber que não vivemos isolados e o que consumimos são os recursos do planeta, e a poluição e o desperdício que produzimos afectam todos por igual.  Temos também que interiorizar que somos feitos dos grãos de poeira do nosso planeta, e que não somos donos dele, mas que vivemos nele como uma espécie como as outras e não temos o direito de o destruir, mas sim de o preservar.

P.S. - inspirado na encíclica Laudato si do Papa Francisco

 O Patriarca Bartolomeu tem-se referido particularmente à necessidade de cada um se arrepender
do próprio modo de maltratar o planeta, porque «todos, na medida em que causamos pequenos
danos ecológicos», somos chamados a reconhecer «a nossa contribuição – pequena ou grande –
para a desfiguração e destruição do ambiente». Sobre este ponto, ele pronunciou-se repetidamente, de maneira firme e encorajadora, convidando-nos a reconhecer os pecados contra a criação: «Quando os seres humanos destroem a biodiversidade na criação de Deus ( isto claro para os que acreditam em Deus, mas a verdade intrínseca está lá); quando os seres humanos comprometem a integridade da terra e contribuem para a mudança climática, desnudando a terra das suas florestas naturais ou destruindo as suas zonas húmidas; quando os seres humanos contaminam as águas, o solo, o ar... tudo isso é pecado».Porque «um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus» ( para os não crentes, mesmo que não  considerem um pecado contra Deus, é um crime contra a Humanidade).

Créditos WikipédiaBartolomeu I é um religioso grego, o atual Patriarca Ecuménico, principal bispo da Igreja Ortodoxa de Constantinopla e primaz de honra da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, desde o ano de 1991.

Este texto faz parte da encíclica Laudato si do Papa Francisco.

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